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"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

segunda-feira, abril 12, 2010

JAVALI MEDIEVAL

Os Porcos na Idade Média
Pesquisa de Eliane Faganello de Som

No cenário social da Idade Média, o povo comia alimentos muito mais gordurosos do que atualmente. Também no que se refere à quantidade, sobretudo as camadas sociais inferiores, abusavam das calorias. Quando havia comida, é claro!


O consumo da carne suína era intenso, refreado somente pela Igreja Católica, que condenava os pecados da gula, luxúria e volúpia.


Por vários séculos os porcos circulavam livremente pelas ruas das cidades europeias, sendo muitas vezes, responsáveis por acidentes de trânsito. Conta a história que o príncipe Phillip, herdeiro do rei francês Ludwig XXII, morreu em 1131 ao ser derrubado de um cavalo por um porco, próximo ao portão da cidade.


Só a partir de 1500, cidades como Ulm, Frankfurt a.M. e outras metrópoles da época passaram a regulamentar a criação de suínos, impedindo a circulação livre dos mesmos e limitando em 24, o número máximo de leitões, por cidadão.


Considerando a grande quantidade de porcos e as precárias condições de higiene na Idade Média, outras comunas também passaram a estabelecer regras para a criação.


No final da Idade Média, os porcos também foram retratados pelos artistas do Renascimento e nos fornecem informações detalhadas sobre a forma de criação da época e características físicas dos animais.


Na obra do pintor Albrecht Dürer (1471-1528) é possível reconhecer traços externos ainda muito parecidos aos do javali e identificar neles, a maturidade e o longo período de vida que desfrutavam.


Outra obra do final da Idade Média onde o porco está presente é a do pintor holandês Hieronymus Bosch (1450-1516). Na obra percebe-se a figura do porco utilizada como personificação alegórica da tentação e do pecado.


INGREDIENTES
ILUSTRATIVA

1250 g de carne de javali
3 copos de vinho tinto
2 dentes de alho picados
½ colher ( café ) de gengibre fresco ralado
1 colher ( sopa ) de vinagre
4 colheres ( sopa ) de gordura de Javali ou manteiga
30 g de toucinho picado
Pimenta-do-reino em grãos a gosto
Sal, Pimenta-do-reino moída a gosto

MODO DE PREPARO

Riscar a pele do Javali e raspá-la. Deixar marinar por 12 horas em dois copos de vinho, alho, vinagre e pimenta em grãos. Numa panela, dourar na gordura do Javali, o toucinho, a pimenta-do-reino e o gengibre. Acrescentar a carne coada e cortada em pedaços. Adicionar sal a gosto, dourar e colocar o restante do vinho. Deixar no fogo aproximadamente 3 horas, colocando de vez quando, porções do liquido em que marinou a carne, porém aquecida, para evitar secar. Verificar o sal. Servir bem quente.

ACOMPANHAMENTO

Purê de maça e pedaços de pão.

Um comentário:

Pecados da mesa disse...

Olá;
Somos colegas!
Adorei a sua receita e achei muito legal o nome!
A gastronomia é maravilhosa e a minha paixão!!!
Parabéns pelo seu blog, vou te seguir e gostaria muito que você viesse me conhecer, podemos trocar muitas receitas.
Abraços!!!

Maria Paula