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"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

domingo, abril 29, 2012

A minissérie “LABYRINTH"




A minissérie “Labyrinth”, produzida por Ridley e Tony Scott (ambos da série “The Good Wife”), teve mais 19 imagens divulgadas. Elas mostram os personagens principais, entre eles Visconde Trencavel (Tom Felton, da franquia “Harry Potter”), e destacam os cenários medievais da produção, situados na França. 

A atração, dividida em quatro episódios, é ambientada no presente e no período medieval. Na trama, um grupo de arqueólogos contemporâneos descobre em uma caverna restos mortais, imagens gravadas nas paredes e um anel com o símbolo de um labirinto. Paralelamente a isso, a história também mostrará uma jovem curandeira medieval, incumbida pelo pai de proteger um livro com o segredo de Santo Graal. 

O elenco também conta com John Hurt (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”), Sebastian Stan (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Katie McGrath (série “Merlin”), Emun Elliott (série “Game of Thrones”), Janet Suzman (“Max”), Jessica Brown-Findlay (série “Downton Abbey”), Tony Curran (minissérie “The Pillars of the Earth”) e Vanessa Kirby (série “The Hour”). 

Roteirizada por Adrian Hodges (das séries “Roma” e “Primeval”), “Labyrinth” já foi comprada por cinco canais internacionais – Channel 4 (Inglaterra), M6 (França), Quatro (Espanha), ORF (Áustria) e Sat.1 (França) – e tem previsão de estreia para o segundo semestre. 



SINOPSE: 

Julho de 1209: na cidade francesa de Carcassonne, uma moça de 17 anos recebe do pai um misterioso livro, que ele diz conter o segredo do verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga entender as estranhas palavras e símbolos escondidos naquelas páginas, sabe que seu destino é proteger o livro. Serão necessários sacrifícios e uma fé inabalável para preservar o segredo do labirinto — um segredo que remonta a milhares de anos e aos desertos do antigo Egito. 

Julho de 2005: durante uma escavação arqueológica nas montanhas ao redor de Carcassonne, Alice Tanner descobre dois esqueletos. Dentro da tumba na qual repousavam os antigos ossos, experimenta uma sensação de malignidade impressionante e percebe que, por mais impossível que pareça, de alguma forma, ela é capaz de entender as misteriosas palavras ancestrais gravadas nas pedras. Porém, é tarde demais — Alice acaba de desencadear uma aterrorizante seqüência de acontecimentos incontroláveis, e agora seu destino está irremediavelmente ligado à sorte dos cátaros, oitocentos anos atrás. 

O LABIRINTO

Antes de dizer qualquer coisa, vale um aviso inicial: O Labirinto é um livro difícil. Muito. Não é do tipo de leitura de fim de semana, e você deve estar definitivamente mergulhado na história para compreendê-la como um todo e para conseguir vencer o volume de quase seiscentas páginas. E também para sentir os aromas, os nuances e tudo o mais. 

Kate Mosse começou a escrever esse livro que fala essencialmente da lenda do Graal há muito tempo, e tropeçou no meio do caminho com o lançamento do Código da Vinci, que trata do mesmo assunto. A própria chegou a comentar alguma coisa sobre ambas as histórias, mas a diferença clara entre o estilo holliwodiano de Dan Brown e o rebuscado modo europeu de escrever de Mosse é visível em vários sentidos. 

O primeiro e mais gritante é a quantidade de detalhes na história. Muitos! Eu juro que se me soltarem no meio da cidadela medieval de Carcassone, eu consigo encontrar o hotel onde a personagem ficou hospedada. A quantidade de pesquisa histórica e atual sobre os lugares narrados é insana. Os outros pontos que o identificam: descrições supostamente elaboradas, capítulos longos e frases no idioma original à lá Tolkien. Tudo perfeito. 

A história, basicamente, trata do segredo do Graal como disse anteriormente, neste livro dividido em três tomos distintos (O livro das Palavras, dos Números e das Poções). Duas mulheres ligadas por oitocentos anos de história são colocadas frente a frente com a busca do Sacro Segredo, Alice em 2005 e Aläis, na Carcassone medieval. 

Aliás, este é um dos pontos que me deixaram um tanto quanto furioso com a dona Kate. Quando a história presente parece que vai decolar, chegando ao clímax furioso e ao desfecho, numa sequencia hipnótica de ação, ela para tudo e volta para uma cena do café da manhã de 800 anos atrás. Essa mistura intencional durante o livro te deixa perdido. Especialmente em relação aos muitos personagens secundários. 

Outros pontos a serem citados são os nomes compostos ditos à exaustão (Marie Cecile pra cá… François-Baptiste pra lá… faltaram alguns homônimos pra deixar o texto mais fluído e também a correria no final. Acho que o cansaço com a história acabou afetando a autora que precisou correr pra conseguir terminar tudo no último capítulo. A não tradução de alguns muitos termos, as vezes sentenças completas (que contavam com um glossário no fim para o desespero do leitor) também são um ponto negativo. 

Mesmo assim é um bom livro. Tentem ler até o fim. Quem sabe encontram o mesmo sentimento de “putz, é uma boa história no fim das contas” como eu mesmo encontrei no final da maratona de páginas. 

Um comentário:

Karla P disse...

Nunca li nada de Kate Moss, mas parece que a autora britânica tem vários livros publicados e muitos fãs. O elenco do série é Tom Felton, que recentemente apareceu no filme Risen, que é uma espécie de sequela do "Paixão de Cristo". Eu não sou um fã deste gênero de filme, mas eu gostei da perspectiva ateísta com uma estrutura narrativa realizada da maneira mais respeitosa, honesta e real. Vale a pena vê-lo como ele é uma adaptação do que acontece depois que Jesus ressuscita.