"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

quinta-feira, março 28, 2013

NABADA


A origem da nabada:

Um dos doces conventuais mais antigos de Portugal, a Nabada de Semide foram as freiras do convento beneditino de Santa Maria de Semide (segunda maior freguesia do concelho), que o habitaram de 1183 a 1896, que o conceberam à base de nabos, açúcar e amêndoas. As receitas mais antigas reportam ao uso de almíscar, pau de canela, flor de laranjeira e água de rosas. As receitas mais tradicionais podem ser consultadas, por exemplo, na brochura "Gastronomia-Miranda do Corvo", da autoria de Mª Teresa Osório e Mª Helena Duarte (antigas professoras da Escola C+S José Falcão), editada em 1995 e patente na Biblioteca da Fundação ADFP, proprietária do Restaurante Museu da Chanfana.

Ingredientes:

1 kg de nabos
500 g de açúcar
50 g de amêndoas

Modo de Preparo:

Escolhem-se nabos bons e doces. Descascam-se, cortam-se às rodelas e cozem-se em água ligeiramente temperada com sal. Escorem-se e colocam-se as rodelas de nabo em água fria durante quatro dias, renovando-se a água diariamente. A esta operação dá-se em Semide, o nome de corar. Escorrem-se os nabos, espremem-se muito bem num pano e pisam-se num almofariz, tendo o cuidado de retirar os fios e algumas pontas mais duras dos nabos. Pesa-se o puré de nabos e toma-se igual porção de açúcar. Regra geral, 1 Kg de nabos dá 500g de puré. Leva-se o açúcar ao lume com um copo de água e deixa-se ferver até fazer ponto de cabelo (Ponto da calda que você consegue quando você coloca um pouco de calda entre os dedos polegar e o indicador e ao abrir, se forma um fio  mais resistente do que o formado no ponto de fio. Atinge-se este ponto quando a calda estiver em 106º C.). Nesta altura, juntam-se o puré de nabos e as amêndoas previamente peladas e raladas. Deixa-se o doce ferver como se fosse marmelada, isto é, até se ver o fundo do tacho, tendo o cuidado de mexer constantemente. Guarda-se em tigelas cobertas com papel vegetal, passado por aguardente.

FONTE:

Nenhum comentário: