"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

quarta-feira, agosto 14, 2013

Gastronomia Medieval

Uma gastronomia original foi nascendo em aldeias à sombra de castelos e abadias.


Paralelamente ao fervor religioso que deu origem às peregrinações na Idade Média, foram se formando aldeias pitorescas aos pés dos santuários voltadas, muitas vezes ao atendimento dos peregrinos, ou simplesmente vivendo da vida da abadia, do castelo ou do santuário. 

Várias dessas aldeias depois deram origem a cidades até grandes como Munique, na Alemanha.


Um exemplo menor, porém cheio de autenticidade e muito conservado até hoje é a charmosa aldeia construída colada ao Monte São Miguel.

Toda a população do povoado (nunca foi grande, e ainda hoje contém menos de 100 pessoas) sempre teve sua vida voltada para o acolhimento dos peregrinos dos tempos remotos e dos turistas na atualidade.


No século XIX houve um reafervoramento desse espírito religioso e das peregrinações, tendo como conseqüência dois subprodutos culturais na região: as famosas omeletes da Mère Poulard e a carne de cordeiro pré-salgada. 

Quanto à carne de cordeiro pré-salgada, é assim chamada porque os rebanhos de ovelhas que se criam junto ao Monte São Miguel alimentam-se de capim regularmente banhado pelas águas salgadas do mar. 

Os animais — trata-se de uma variedade da raça Suffolk — crescem então com uma carne rica em sal e iodo, muito apreciada pelos gastrônomos.

A alimentação medieval, assim como as vestimentas, casas e tudo o que é necessário para a existência humana desconhecia a produção industrial de massa.

Tratava-se para cada região de viver com o que fornecia a natureza circundante.

O desejo das coisas nobres e requintadas continuamente alimentado pela Igreja, fazia que camponeses, artesões, donas de casa, em suma, todos os membros de uma mesma comunidade, estivessem sempre a procura de melhorar e requintar os elementos naturais de que dispunham na região.

Assim nasceram incontáveis maravilhas da gastronomia que até hoje turistas e importadores tentam saborear ou comerciar. A simples mas deliciosa omelette da Mère Poulard, ou as carnes dos cordeiros e ovelhas do Monte Saint-Michel são um modesto e suculento exemplo.

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