"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

segunda-feira, junho 08, 2015

PRESUNTO E ERVILHAS COZIDAS

Este é um prato cujo cozimento se faz enrolando a carne em um pano e colocando-a numa panela grande. O pote ou panela era preenchido com água saborizada com ervas e temperos e colocada sobre o fogo. Toda a preparação do prato tem lugar no interior da casa, mas o fogo para cozinhar era aceso do lado de fora. Com bom tempo, grande parte da vida dos Saxões ocorria do lado de fora da casa.

Como o seu cultivo remonta a milhares e milhares de anos, a ervilha verde é amplamente reconhecida como uma das primeiras culturas alimentares a serem cultivadas pelos seres humanos. As ervilhas foram aparentemente consumidas em forma seca ao longo de sua história inicial.

No primeiro século depois de Cristo, Columella menciona ervilhas no seu livro De re rustica, quando os legionários romanos colhiam ervilhas selvagens dos solos arenosos de Numidia e Judéia para complementar suas rações.

Na Idade Média, os campos de ervilhas são constantemente mencionados, como sendo o alimento básico que manteve a fome à distância, como observou Charles I, O Bom - Conde de Flandres (Casa de Estridson), em 1124. As ervilhas verdes quando comidas inatura e frescas, era um luxo extraordinário da Europa Moderna.

O Rábano já era cultivado nos tempos antigos por gregos e romanos. Isto é evidenciado, por exemplo, por um mural encontrado em Pompeia. Tanto as raizes quanto as folhas eram utilizadas como medicamento durante a Idade Média por possuir propriedades antimicrobiana e anti-inflamatória, sendo ainda usada no combate às doenças das vias respiratórias e infecção urinária. Na cozinha, a raiz era usada como um forte condimento em carnes.

INGREDIENTES

Presunto - um grande pedaço
Ervilhas
Raiz de Rábano  (Armoracia)
Linhaça - um punhado 
Cerveja para adicionar à água de cozimento
2 pedaços de pano de linho/algodão e de cordão (para amarrar)

PREPARAÇÃO

Preencha pela metade uma caçarola com água (e de 5% a 10% de cerveja se você desejar)
O fogo durante todo o processo estará sempre acesso. Sempre é bom lembrar que tal comida era realizada no exterior da casa, sobre uma fogueira onde o fogo era sempre alimento.
Corte um pequeno pedaço de rábano, descasque e pique finamente. Adicioná-lo ao prato de ervilhas. Rábano é picante portanto use com atenção.
Polvilhe um pouco de linhaça sobre as ervilhas e misture
Adicione um pouco de manteiga para o prato
No centro do pano, despeje as ervilhas devidamente misturadas.
Amarre o pano fazendo uma trouxa certificando-se que não haja folgas ou buracos por onde as ervilhas possam sair.
Amarre o presunto em um pano separado, tendo a mesma atenção quanto a amarração.
Coloque ambos os panos para a panela e deixe por algumas horas.
Não será necessário salgar pois a cura do presunto já irá saboriza-lo.
O presunto será pronto quando ao empurrar uma faca e o suco/caldo correr claro. Será preciso retirar a trouxa do presunto da panela para testar isto. Uma vez que o presunto esteja pronto, as ervilhas também estarão prontas.
Sirva quente.

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