"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

terça-feira, setembro 06, 2016

PÃO DE BOLOTA

Na parábola do filho pródigo, é citado que o moço fujão “desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lha dava” – (Lucas 15:16). Ao contrário do que muitos pensam, “bolotas” não é uma espécie de “lavagem” nojenta feita de restos de alimentos. A bolota é um fruto produzido por espécies de árvores do gênero Quercus, tal como pela azinheira, pelo carvalho e pelo sobreiro. 

A bolota é apanhada no Outono quando cai, e selecionada (colocando-a em água as que não estão em boas condições vão boiar). Cortam-se ao meio e cozem-se em água e sal até a casca ficar solta. Descascam-se e congelam-se até serem utilizadas. Para as transformar em farinha passam por uma picadora.

INGREDIENTES

1000 g de farinha de centeio sem fermento
500 g de farinha de bolota ou castanha
60 g de fermento de pão
6 colheres de sopa de mel
750 ml água morna
100 ml de azeite
sal - q.b.

PREPARAÇÃO

Numa vasilha, coloque as farinhas, o fermento e o mel. Junte água morna até formar uma massa esponjosa e grudenta. Cubra com pano de prato e deixe descansar 10 minutos. Unte levemente a mesa e as mãos com óleo e despeje a massa e repita o processo mais duas vezes. Depois deixe levedar de um dia para o outro, umas 6-8 horas. Voltar a amassar, deixar repousar 30-45 minutos. Preaqueça o forno a 200°C. Peneire um pouco de farinha sobre a massa e faça talhos na superfície com uma faca levemente molhada. Leve para assar por cerca de 40 a 45 minutos ou até ficar bem dourado. 

Este pão de bolota era o que os lusitanos comiam, antes da chegada dos romanos antes de 200 a.C.

OBS.:
Sinceramente acho que seja difícil encontra no Brasil a farinha de Bolota pois aqui essas arvores (azinheira, carvalho e sobreiro) não são comercializada para a produção das bolotas. Essas árvores é mais usadas para arborização de ruas e praças. Como opção, e eu também irei fazer este teste, é usar a castanha portuguesa, reduzida a farinha no processador.
Também, testarei essa receita usando castanha do brasil (antiga castanha do pará) e a noz-pecã.

Um comentário:

Anônimo disse...

Aguardo a postagem dos resultados dos testes.
Grato
Guaracy