"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

OS ALIMENTOS NA EUROPA - IDADE MÉDIA

Na nossa Idade Média bebia-se muito e do bom, a base da alimentação era carne ficando por último o peixe e o marisco.

O português medieval alimentava-se das mesmas carnes com as quais ainda hoje se alimenta hoje. Dispunha das mais variadas desde os porcos monteses, cervos, ursos até bois, cabras ovelhas, etc.; como aves, todas as de caças e de criação, menos o peru que apareceu posteriormente. A carne era considerada muito importante por dar força para lutar, trabalhar e caçar e por isso saber trinchar era uma arte e uma ocupação tomada muito a sério.

O peixe entrava também largamente nas refeições, tanto o do mar como o do rio, sendo os mais apreciados o salmão, a pescada (peixota) e para o povo a sardinha. Utilizavam-no fresco, seco, e de conserva em sal.

O vinho era usado em todas as refeições para dar força e alegria e dizia-se ser fonte de boa saúde.

Este era bebido principalmente pelo s homens, embora na metade do SÉC. XV as mulheres começassem a exagerar o seu consumo. As monjas de Stª Clara de vila do conde tinham por determinação do instituidor uma boa ração diária de vinho.

Só no princípio  do SÉC XV é que temos conhecimento da cerveja, até ai desconhecida.

Quanto à fruta, era a mesma que presentemente existe e podemos ter quase  certo  que as grandes refeições, ao menos nas  famílias importantes, terminavam pela fruta. Esta se comia fresca ou seca e uma das de maior consumo eram as castanhas.

Quanto ao horário das refeições era incerto, mas eram conhecidas três - o almoço, o jantar e a ceia. Não existia mesa obrigatoriamente e cada conviva levava consigo a faca e o “mantel "onde este se limpava (ele e a faca) no final da refeição. Não se usavam os pratos e por vezes os alimentos eram postos sobre grandes fatias de pão ou sobre um talhador de madeira. Para os líquidos usavam as escudelas. (as colheres eram pouco usadas e o garfo só apareceu no SÉC XV).

A Alimentação em Portugal após os descobrimentos

"As descobertas marítimas abriram Portugal a uma quantidade enorme de plantas e frutos novos, oriundos de três continentes. Salientem-se entre elas o milho, a batata, o tomate, a couve-flor, as frutas tropicais, o café, o chá e o cacau. apareceram também à venda  muitas especiarias . Surgiram ainda peixes e carnes diferentes. o bacalhau e o peru, entre os principais.

Contudo, a introdução de novos produtos alimentares não coincidiu necessariamente com o seu imediato consumo, pelo menos pela maioria das pessoas. A batata, por exemplo, teve de esperar mais de dois séculos até ser aceite por toda a gente.

Durante muito tempo não entrou nas receitas culinárias mais requintadas. outro tanto sucedeu com o tomate, cujo cheiro era considerado, ainda nos começos do século XVIII, "forte e desagradável". O bacalhau, pelo contrário entrou desde cedo nos hábitos alimentares, sobretudo das pessoas mais pobres.

Entre os frutos tropicais salientam-se a banana, vinda de África e introduzida na madeira por volta de 1550, o ananás, de proveniência americana, e a laranja doce da China muito melhor em qualidade e doçura do que a laranja já conhecida na Europa.

As especiarias tornaram-se freqüentes após o regresso de Vasco da Gama da sua primeira viagem à Índia (1499). Mais do que a pimenta, a grande novidade era a canela, anteriormente desconhecida na Europa. Também o açúcar, introduzido ma Madeira no século XV e, mais tarde, objeto de grande produção no Brasil, passou a ser usado com enorme freqüência. "

JANTAR Á MODA DO SÉCULO XVI

  • AMEIJOAS EM AZEITE E ALHO - Ameijoa aberta em refogado de azeite com alho e ervas aromática. 
  • PURÊ - Farrapos de nabiças refogados em cebola e banha, com farinha de milho. 
  • GALINHA DE ALFITETE - massa de farinha com açúcar, ovos, manteiga ou toucinho e vinho, disposta em camadas, sobre as quais se coloca galinha, carneiro etc.; pastelão ou queijada. 
  • BOLDROEGAS - o mesmo que almôndegas, que são aqueles bolinhos de carne picada, cozido em molho espesso. 
  • CANUDOS DE OVOS - canudos de massa de pastel recheados com doces (fios) de ovos

Um comentário:

pamela silva disse...

gostei ,achei demais história boa a e receitas boa