"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

CERVEJA/BIRRA/BIER/CERVEZA/BIÈRE/PIVO


A cerveja (do latim cerevisia, que por sua vez vem do gaélico) é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada, e acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas alcoólicas a serem desenvolvidas pelo ser humano. (CERVEJA - WIKIPÉDIA)

Uma bebida de ampla difusão e intenso consumo, sendo conhecida desde remota antiguidade em diversos países do mundo, principalmente nos Estados Unidos, Alemanha e a China.[3] Tem como principal mercado consumidor a Europa, sendo que República Tcheca bebe 148,6 litros por ano possuem o maior consumo per capta em litros por ano. Segue a Áustria, em segundo lugar, com 107,8 litros anuais por pessoa, e Alemanha, em terceiro, com 106,1 litros. (Exame 2014).

Há 2800 a.C. os babilônios já fabricavam vários tipos de cervejas. Diversos documentos antigos relatam histórias e lendas ligadas a cerveja dos povos hititas, armênios, gregos, egípcios e outros. Em várias regiões era utilizada na alimentação diária da população como importante fonte de nutrientes (AQUARONE, E., et. AL, 1993) [3].

Os sumérios fabricavam uma massa consistente com grãos moídos que, após o cozimento, era consumida como pão. Esta massa, submetida à ação do tempo, umedecia e fermentava, tornando-se uma espécie de "pão líquido", ou seja, um tipo de bebida alcoólica. Esta bebida guarda uma semelhança, ainda que distante, da atual cerveja. Os sumérios também já controlavam, com precisão, a quantidade de matérias-primas estocadas nos depósitos estatais e o contingente enviado para as cervejarias, tendo controle sobre o volume produzido. A partir do início da Idade Média, os mosteiros assumiram a fabricação da bebida, que adquiriu o seu sabor característico pelas mãos dos monges. O lúpulo passou a ser usado popularmente como fator de amargor. No tempo da quaresma, os padres alimentavam-se, exclusivamente, de cerveja (EHRHARDT, P.; SASSEN, H. 1995) [3].

Na Idade Média, a cerveja foi utilizada como mercadoria para comércio, pagamento e impostos. Os monges aperfeiçoaram a tecnologia cervejeira e serviram, de certo modo, como vendedores por atacado. No século 14, a cidade de Hamburgo, no norte da Alemanha, era o centro cervejeiro da Europa, com mais de mil mestres cervejeiros. Considera-se Gambrinus o patrono dos cervejeiros em todo o mundo. Existem várias teses para a origem desse nome e a mais aceita é a de que deriva do nome de Jan Primus, Duque de Brabant, que viveu em torno do ano de 1251 (Século 13). Os cervejeiros de Bruxelas (Bélgica) teriam oferecido a ele a posição de membro honorário em sua associação, o que foi por ele aceito. Isso foi considerado por eles uma grande honra, e desse modo os cervejeiros passaram a contar com um poderoso patrono. A Lei da Pureza (“Reinheitsgebot”), que é o mais antigo código de alimentos do mundo vigente no mundo, que determina que apenas água, malte, lúpulo e levedura podem ser utilizados na elaboração da cerveja. Ela foi instituída pelo Duque Guilherme IV da Baviera, em 1516. (CERVESIA)


O uso de lúpulo para dar o gosto amargo e preservar é uma invenção medieval, atribuída aos monges do Mosteiro de San Gallo (), na Suíça, a partir do ano 1100[4] . O lúpulo é cultivado na França desde o século IX. O mais antigo escrito remanescente a registrar o uso do lúpulo na cerveja data de 1067 pela Abadessa Hildegarda de Bingen: "Se alguém pretender fazer cerveja da aveia, deve prepará-la com lúpulo." No século XV, na Inglaterra, a fermentação sem lúpulo podia dar origem a uma bebida tipo ale - o uso do lúpulo torná-la-ia uma cerveja. A cerveja com lúpulo era importada para a Inglaterra (a partir dos Países Baixos) desde cerca de 1400, em Winchester. O lúpulo passou a ser cultivado na ilha a partir de 1428. A Companhia dos Fabricantes de Cerveja de Londres foi longe a ponto de especificar que "nenhum lúpulo, ervas, ou coisa semelhante será colocada dentro de nenhuma ale ou bebida alcoólica enquanto a ale estiver sendo feita - mas somente um licor (água), malte e uma levedura". Contudo, por volta do século XVI, "ale" veio a referir-se a qualquer cerveja forte, e todas as ales e cervejas continham lúpulo. [6]

São cervejas de Alta Fermentação (12-15ºC) essas cervejas antigas, isto é, as que eram produzidas antes do domínio da tecnologia da fermentação. Sua fabricação sugere a adição de concentrações mais elevadas de malte e lúpulo, seguida de um envelhecimento de maior duração. Esse tipo de cerveja é obtido pela ação da levedura cervejeira, que surge à superfície da fermentação tumultuosa (flotante) devido a retenção de gás pelas leveduras; a coleta do fermento é feita nesta etapa do processo. [4]

O consumo da cerveja caiu após o ano 1650 com o aumento de impostos, o qual elevou excessivamente os preços e diminuiu a qualidade, na tentativa de reduzir os custos, além do advento de novas bebidas, como o próprio vinho, o chá e o gim. Mesmo assim, uma boa parte da Europa permaneceu "fiel" à cerveja e, continuamente, desenvolveu a tecnologia e a mais pura tradição cervejeira. Essa região compreendia os territórios hoje ocupados pela Alemanha, Dinamarca, Holanda e parte da Bélgica, Áustria e ex-Tchecoslováquia (CERVESIA, 2007) [3].

A cerveja chegou ao Brasil em 1808, trazida por Dom João VI. Até o século XIX ela era importada e foi privilégio dos nobres. Hoje o Brasil é o quarto produtor mundial, com um consumo per capto anual de 50 litros. (AMBEV, 2007) [3].

Weihenstephan, na Alemanha, é a cervejaria mais antiga do mundo. É considerada a cerveja mais antiga do mundo (artesanal ou industrial), sendo vendida desde 1040 e fabricada desde os anos 768.[5]


Os principais ingredientes da cerveja são água; uma fonte de amido, tal como a cevada maltada, capaz de ser fermentada (convertida em álcool); uma levedura de cerveja para produzir a fermentação; e um aromatizante, tal como o lúpulo.[2] Uma mistura de fontes de amido pode ser usada com uma fonte de amido secundária, como o milho, o arroz ou o açúcar. Estes são normalmente chamados de adjuntos, especialmente quando usados como um substituto mais barato da cevada maltada (Goldammer, 1999). Fontes de amido menos comuns incluem milheto, sorgo e a raiz de mandioca em África, batata no Brasil, e agave no México, entre outros (Jackson, 1997).[1]

Notas:
1. Wikipedia - Beer: http://en.wikipedia.org/wiki/beer
2. Alabev.com. Birmingham Beverage Company. Em: The Ingredients of Beer: www.alabev.com/ingredie.htm
4. Produção de Cerveja - Riveli Vieira Brigido, Michael Scarpa Netto - Universidade Federal de Santa Catarina - agosto 2006
6. - WIKIPÉDIA - Cerveja - http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerveja

VEJA TAMBÉM:
CERVEJA 1861



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