"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

À MESA NA IDADE MÉDIA

Rabelais dizia que a gastronomia é uma arte complicada, da qual o estômago é o pai. E é também um dos melhores reflexos dos hábitos e costumes de uma época. Sentemo-nos pois à mesa medieval. As duas refeições principais eram o jantar e a ceia. No século XIV jantava-se entre as 10 e as 11 da manhã e a ceia era por volta das 6 ou 7 da tarde. À mesa encontrava-se todo o tipo de carnes, base da alimentação, como a carne de vaca e porco, cabrito, carneiro, lebre e faisão. A par destas, havia caça e aves exclusivas da época, como o urso, o gamo, a corça, a garça, e o pavão. A forma mais frequente de cozinhar a carne era assá-la no espeto, mas também se servia cozida, estufada ou em caldeirada. Um banquete medieval podia incluir ainda iguarias como pavão, baleia ou cisne.


O peixe fresco era mais raro e servia-se por isso mesmo em pequenas quantidades ou frito. Já o peixe seco, salgado e defumado era utilizado com maior abundância. Em termos de doçaria, o leite estava omnipresente nas confecções da época e era ingrediente imprescindível no manjar branco, nos pastéis de leite e nas tigeladas. Os vinhos servidos eram brancos, tintos e palhetes. Como azedava com facilidade, o vinho era frequentemente servido com mel ou gengibre. E porque os olhos também comem, a decoração dos pratos, tal como a decoração dos recintos, era extremamente cuidada. As longas mesas eram cobertas com magníficos tecidos e iluminadas por tochas empunhadas por criados. Então, as iguarias começavam a desfilar, devidamente ornamentadas. Os pratos tinham o nome de escudelas e serviam para dois convivas, sentados lado a lado. Apesar de já existirem colheres e facas, as mãos eram o principal talher utilizado. Cada um usava as sua própria faca, uma colher e os dedos para comer educadamente à mesa. 

(Maria João Freitas - http://goo.gl/TLSHp)

2 comentários:

Unknown disse...

Caro amigo, gostaria de parabenizá-lo pela pesquisa e divulgação da mesma. Compartilhamos ambos da paixão pela gastronomia, história e letras. Ficquei muito contente de encontrar vossa página.

Cordialmente,
Jonas

Márcia D Angeli de Moraes disse...

Muito interessante, sou apaixonada por culinária, arte e cultura, embora eu não trabalhe com isso profissionalmente. Sou professora, para mim ler é sempre um grande prazer. Gosto de saber cada vez mais sobre minhas zonas interesse a gastronomia é uma delas. Parabéns seu blog é incrivelmente rico!!! Gostei muito.