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"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

OS ALIMENTOS NA EUROPA - IDADE MODERNA

Durante a Idade Moderna, a alimentação não era muito diversificada, sendo esse fato um fruto da escassez de alimentos observada durante a Idade Média na Europa feudal. Nesse período, a população européia enfrentou terríveis períodos de fome, os quais dizimaram uma grande parcela da população. A agricultura e a criação de animais se apresentavam como as principais atividades econômicas europeias da Idade Moderna. Durante o curso do período moderno, é possível observar um aumento no consumo de pão e um declínio no consumo da carne. Tal fato se explica quando observamos a maior disponibilidade de terras aptas ao cultivo agrícola, ocasionando um acréscimo na plantação de trigo, ingrediente essencial à produção de pão.

Outro importante fator que se faz presente na modificação dos hábitos alimentares europeus está relacionado ao advento das grandes navegações (movimento que teve como pioneiros os portugueses). Através desse processo de conquista de terras no além mar, novos alimentos foram sendo incorporados à mesa do europeu, principalmente daquele mais abastado. As famosas e tão disputadas especiarias das índias foram amplamente difundidas no continente europeu. As carnes, por exemplo, necessitavam de métodos e produtos para que pudessem suportar a ausência de meios de refrigeração, caso contrário se estragariam facilmente. As especiarias resolveram esse problema que atormentava os europeus e causava um grande estrago de carnes. 

Dentre os demais produtos incorporados à mesa do europeu, destacamos a batata, o chá, o chocolate e o café. Nessa lista temos que dar destaque ao açúcar, o chamado "ouro branco". Os lusos realizaram um negócio lucrativo com o empreendimento açucareiro nas terras brasileiras (também merece destaque o desenvolvimento alcançado por Pernambuco através do açúcar quando da ocupação holandesa). Com o desenvolvimento desse mercado, o açucar invadiu o continente europeu, passando a fazer parte da alimentação do "Velho Continente", popularizando-se cada vez mais. 

Vários outros produtos fizeram parte desse "intercâmbio gastronômico" ocorrido entre Europa, Ásia, Américas e África. Dentre eles, podemos citar os seguintes: a mandioca, o milho (produto típico das sociedades meso americanas), a tomate e a pêra. Em relação à tomate, encontramos uma particularidade: esse alimento foi incorporado em grande escala à mesa e à culinária dos italianos, passando a fazer parte das suas receitas à base de massa, como por exemplo as pizzas. A mandioca, por sua vez, foi um produto rejeitado pelos europeus, pois os mesmos tinham este produto como fonte de alimentação típica de animais. O milho teve uma maior aceitação em Portugal e na Itália. 




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