"Ser criativo nem sempre é inovar, às vezes significa olhar para trás e trazer o conhecido de forma inesperada." - Alex Atala
“Nothing is more interesting than that something that you eat.” - Gertrude Stein - Gastronomica-The Journal of Food and Culture
Mantemos um senso comum com relação a higiene medieval que generalizou-se como verdade, porém as pessoas na Idade Média se banhavam sempre que possível e tentavam se manter limpas.
Hoje como antigamente o cuidado com a limpeza na cozinha e na higienização dos alimentos é um procedimento de extrema importância: lave bem as mãos antes de usar a cozinha; limpe os utensílios que irá usar, peças de equipamentos e local de trabalho; higienize corretamente dos vegetais - legumes, hortaliças e frutas. E NÃO lave as carnes.

OS HÁBITOS ALIMENTARES

Cada região da Europa ocidental possuía hábitos culinários peculiares, pois os produtos locais definiam a base da sua alimentação. Em todas, porem, consumia-se pão de trigo, centeio (planta nativa do sudeste da Ásia com a qual se faz pão; cereal.), cevada (planta conhecida desde a chamada Pré-história, cultivada pelos egípcios e outros povos da Antiguidade. Era um dos alimentos mais presentes na dieta dos gregos da Antiguidade e dos europeus do período medieval. Da família das gramíneas, seu grão serve de alimento para o homem e é fundamental para a produção de bebidas alcoólicas como cerveja.), alem do vinho, ervilhas e favas (planta da família leguminosas, nativa do norte da África e da região do Mar Cáspio.)



Os camponeses se alimentavam de mingau, sopa de cereais ou de legumes e, durante o inverno, consumiam carne de porco. Criavam algumas aves e, mesmo sendo proibido, caçavam algumas espécies nas florestas e matas dos feudos.

Os senhores alimentavam-se de carne de vitela (novilha com menos de um ano), carneiro e boi, alem de porco. Era comum encontrar viveiros de peixes nos castelos e nos mosteiros. Assim como as carnes, os peixes eram consumidos salgados defumados ou secos, preservados contra deterioração. Nas cozinhas mais abastadas, utilizavam-se temperos como canela, noz-moscada, sálvia, alho, mostarda, açafrão, pimenta gengibre, etc. Esses temperos tinham muitas vezes dupla função: alem de dar sabor ajudavam a encobrir o gosto de alimentos podres ou mofados.

A conservação dos alimentos era um problema constante, e o consumo de comida estragada não era raro, ajudando a tornar críticas as condições de higiene e saúde da população em geral, o que reduzia bastante a expectativa de vida, principalmente do mais pobres.

Em ocasiões especiais, realizavam-se banquetes nos castelos. Neles, apenas os cavaleiros ou visitantes ilustres eram servidos com vinho e podiam utilizar pratos individuais. Normalmente era oferecida cerveja ou sidra aos convidados, que se serviam em grandes travessas coletivas.

Fonte: Livro: História Tematica: Terra e Propriedade (8º ano)
Autor: Cabrini, Catelli, Montellato

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